Comedias románticas

23/06/2011 at 3:01 3 comments

El último domingo me lo pasé viendo pelis con Tatiana, una amiga que es crítica de cine y escribe en un blog  para el periódico Tribuna do Norte. Super inspirada, ayer ella publicó un texto que me pareció perfecto para nuestro blog. Le invité, ella lo aceptó, y aquí tenemos su primera (espero que no última) colaboración en treintaomás:

“Domingo à tarde. Chuva e preguiça. E, pela enésima vez, eu e uma amiga vimos Julia Roberts se render aos encantos de Hugh Grant em ‘Um Lugar Chamado Notting Hill’. Logo, juntaram-se a outra amiga e a mãe dela. Comédia romântica é assim: poucas mulheres resistem, nem que seja pra ver a mesma cena final pela 347ª vez.

Resolvi escrever este post porque já fui daquelas que odeia comédia romântica. Roteiro previsível, heroínas chatas de tão perfeitinhas e música melosa demais. Era uma combinação que nunca me desceu muito bem. Mas aí surgiram os filmes de Richard Curtis e seu humor inglês irônico (começou com ‘Quatro Casamentos E Um Funeral’, passando por ‘Um Lugar Chamado…’ e chegou ao ápice com ‘Simplesmente Amor’), e comecei a apreciar um gênero mais sarcástico de comédias românticas – que às vezes nem chegam a ser comédias.

Recentemente, o exemplar de tal gênero que mais deu o que falar entre os cinéfilos foi ‘500 Dias com Ela’. Segundo o o próprio filme anuncia, uma história em que um rapaz conhece uma garota, mas que não é uma história de amor. Na verdade – e ouso corrigir o narrador – o filme conta, sim, uma história de amor. Mas é daquelas que se aproximam mais da realidade, em que uma das partes não é correspondida e o seu rosário de desilusões nos parece tão familiar e o protagonista, tão carismático, que não dá para não achar o filme romântico. Porque independentemente dos foras que ele leva, o protagonista continua acreditando no amor.

Em ‘500 Dias com Ela’, Tom acredita que não será feliz até o dia em que encontrar “a” garota. E o filme conclui que a gente pode ficar desencantado e até cansado de procurar. Em ‘Forças do Destino’, comédia romântica com uma Sandra Bullock ainda não-oscarizada, o mocinho não escolhe a mocinha, e o filme é não menos interessante, justamente porque mostra que nem sempre fazemos escolhas baseadas na emoção. Em ‘Simplesmente Amor’, a personagem de Laura Linney troca uns bons amassos e um romancezinho com ninguém menos que o Rodrigo Santoro para prestar assistência a um irmão problemático. Porque nós fazemos, mesmo, muita besteira nesta vida.

Eu gosto mais desse gênero de comédia romântica. Porque romance, de verdade, não é como aqueles de Hollywood. Ele demora a chegar, dá trabalho, eventualmente cansa, e uma hora, acaba. Mas, mesmo assim, me rendo eventualmente a Julias Roberts e seus mocinhos nos finais de semana. Porque tudo o que a gente quer, às vezes, é se render ao sonho do cinema e esquecer que romance dá trabalho. Do mesmo modo com que alguns gostam de ver um bom roteiro de ação no qual, depois de dezenas de porradas, o mocinho sempre se sai bem, outros gostam do conforto das comédias, em que, por mais que haja mil peripécias, a mocinha estará muito bem ao lado do seu mocinho ao final. Mesmo que, na vida, isso raramente aconteça.

Tatiana Lima”

Translation:

Sunday afternoon. Rain and laziness. And for the umpteenth time, a friend and I saw Julia Roberts to surrender to the charms of Hugh Grant in ‘Notting Hill’. Soon, another friend and her mother joined usRomantic comedy is this: few women resist, if only to see the same scene by the end of 347 th time.

I decided to write this post because I was of those who hate romantic comedy.Screenplay predictable, so boring TRAXPLAYER heroines and other mellow music. It was a combination that never went down very well. But then came the films of Richard Curtis and his wry English humor (started with ‘Four Weddings and a Funeral’, through ‘Notting Hill’ and came to a head with ‘Love Actually’), and began to enjoy a more sarcastic genre of romantic comedies – which sometimes will not even be comedies. 

Recently, the exemplar of a kind which gave more to talk to moviegoers was ‘500 Days of Summer ‘. According the film announces itself, a story in which a boy meets a girl, but that is not a love story. In fact – and I dare correct the narrator – the film tells, yes, a love story. But it is those that are closer to the reality in which one party is not matched his string of disappointments and it seems so familiar and the protagonist, so charismatic that you can not help find the romantic movie. Because regardless of the outs he leads, the protagonist still believe in love. 

In ‘500 Days of Summer’, Tom believes that it will not be happy until the day we find” the “girl. And the film concludes that we may become disenchanted and tired of looking up.In “Forces of Nature ‘, a romantic comedy with Sandra Bullock, Oscar-winning yet, the hero does not choose the girl, and the film is no less interesting, just because it shows that not always make choices based on emotion. In ‘Love Actually’, the character of Laura Linney prefers assisting a troubled brother than to exchange a few passionate kisses with none other than Rodrigo Santoro. As we do, indeed, a lot of bullshit in this life. 

I like more of this genre of romantic comedy. For romance, really, is not like those of Hollywood. He is delayed, employs eventually tired, and an hour is over. But even so, I surrender eventually Julia Roberts and his good guys on the weekends. For all that we want sometimes is to surrender to the dream of romance movies and forget that it takes work. In the same way that some like to see a good course of action in which, after dozens of blows, the good guy always comes out well, others like the comfort of comedies, in which, for more than one thousand adventures there, the girl is well next to her beloved one at the end. Even in life, this happens rarely.

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3 Comments Add your own

  • 1. Carol  |  23/06/2011 at 12:21

    Arrasou na ideia do convidado. Ainda mais quando se trata da Tati. Adoro a simplicidade que ela escreve e consigo visualizar exatamente o que ela narra. Parabéns meninas! Sucesso!!!

    Reply
  • 2. rubina  |  27/06/2011 at 13:22

    quiero verla !!! gracias tatiana por escribir en nuestra blog !!

    Reply
  • 3. Nina  |  30/06/2011 at 18:34

    Também adoro esse filme, obrigada Tati!

    Reply

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